segunda-feira, março 02, 2009

Milk

Um dos melhores filmes com temática LGBT que já vi até agora. Sean Penn, que fez de personagem principal neste filme, mereceu o Óscar de Melhor Actor. Contando a história de Harvey Milk, o primeiro político assumidamente homossexual, a ser eleito.

Pouco tempo antes (se não estou em erro), de Sean Penn ter subido ao palco para receber a estatueta, o produtor(?) do filme de animação Wall-e (que ganhou um Óscar também), fez um dos discursos mais bonitos que já ouvi:



Oh my God. This was, um, this was not an easy film to make. First off, I have to thank Cleve Jones and Anne Kronenberg and all the real-life people who shared their stories with me. And, um, Gus Van Sant, Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, James Franco and our entire cast, my producers Dan Jinks and Bruce Cohen, everyone at Groundswell and Focus for taking on the challenge of telling this life-saving story. When I was 13 years old, my beautiful mother and my father moved me from a conservative Mormon home in San Antonio, Texas to California, and I heard the story of Harvey Milk. And it gave me hope. It gave me the hope to live my life. It gave me the hope one day I could live my life openly as who I am and then maybe even I could even fall in love and one day get married.

I wanna? I wanna thank my mom, who has always loved me for who I am even when there was pressure not to. But most of all, if Harvey had not been taken from us 30 years ago, I think he'd want me to say to all of the gay and lesbian kids out there tonight who have been told that they are less than by their churches, by the government or by their families, that you are beautiful, wonderful creatures of value and that no matter what anyone tells you, God does love you and that very soon, I promise you, you will have equal rights federally, across this great nation of ours. Thank you. Thank you. And thank you, God, for giving us Harvey Milk.

E pronto, lá fiquei de lágrimas nos olhos com o discurso do rapaz.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

[28]

O relógio marca 10 minutos depois das 2 horas e continuo sem conseguir dormir. Olho o tecto, vezes sem conta. Parece que reflecte o que vai na minha mente. Letras. Números. Perguntas. Respostas. Fracassos. Vitórias. Há dias melhores do que outros e hoje foi um dos maus. Sinto-me desamparada. Preciso de me sentir segura em breve. A minha actual insanidade, assusta-me. Mil e uma perguntas, sobrepõem-se na minha mente, fazendo o meu coração disparar e as mãos tremer. Sinto falta da mensagem de boa noite, mesmo que seja enviada apenas com essa intenção.

(18-02-09)

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

[27]

Há noites em que deitar a cabeça no peito de alguém e ouvir o seu coração bater, é a única coisa que nos acalma. Preciso disso agora. Senti-me super orgulhosa de mim mesma pela nota que tive no teste, mas de que serviu tê-la, se não tive a quem ligar depois a dizer o que aconteceu?

Falta aquela pessoa que não precisa de dizer nada, porque basta ver o brilho no seu olhar, para sabermos que somos motivo do seu orgulho. A pessoa ainda existe. O brilho é que talvez não.
Falta o sorriso da pessoa que nos faz sorrir, mesmo quanto temos o pior dia possível. A pessoa ainda existe. O sorriso é que talvez não.
Falta aquele toque na face, aquele roçar de mãos, de corpos, de almas. O corpo ainda existe. A alma é que talvez não.
Falta um futuro, baseado numa história do passado e em factos do presente. A esperança ainda existe. O sonho é que talvez não.
Falta um pouco de carinho e atenção. A distância ainda existe. A paixão é que talvez não.
Falta uma troca de olhares. Os olhos ainda existem. O sentimento é que talvez não.
Faltam uns meses. O medo ainda existe. A falta de amor é que talvez não.
Faltam certezas. As palavras existirão. Os gestos é que talvez não.
Faltam horas de sono. A cama ainda existe. O pesadelo é que talvez não.
Falta esclarecimento. Ela ainda existe. A força vinda do interior, também.

[As coisas escritas ás 3 e tal da manhã, no Sábado passado]

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

[26]

Há dias em que só queremos estar quietas e sozinhas no nosso canto. Mas nesses dias, toda a gente quer falar connosco, quer pedir-nos ajuda, quer tudo e mais alguma coisa.

Depois, há dias em que queremos que alguém nos dê atenção, uma simples mensagem para nos fazer sentir vivos. Mas nesses dias, ninguém diz nada e sentimos que se tivessemos morrido, ninguém teria dado pela diferença.

Tpm. Há dias assim.

Ps: o primeiro post de 2009, não podia ser melhor.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Balanço 2008

O ano está a terminar e como fiz o ano passado, deixarei um conjunto de pontos positivos e negativos deste ano, na minha vida. Mas em geral, foi um ano positivo :)

- Conheci 3 pessoas, pessoalmente, que viriam a ensinar-me muito do que sei; que me ajudariam a transformar na pessoa que sou actualmente.
- Uma delas, caiu na minha vida por afinidade. Fez-me rir (muito), abraçou-me, enxugou-me as lágrimas, deu conselhos, fez-me uns penteados malucos, acolheu-me como um membro da família, deu um novo sentido á palavra "irmã mais velha". Obrigada S. por tudo.
- A segunda, já fazia parte da minha vida, mas só este ano tive o prazer de estar frente a frente com ela. Passamos uma semana inesquecível. Gargalhadas, brincadeiras, histórias, fotografias, shots, karaoke, passeios, entre muitas outras coisas. Foi bom, passado "tanto" tempo, deixar o abraço virtual de lado e sentir o verdadeiro. Obrigada C, por estares sempre lá.
- A terceira, proporcionou-me os melhores 9 meses da minha vida. Ensinou-me que o amor, realmente existe. Que os olhares e sorrisos que trocamos; que o carinho que demos; que as lágrimas que limpamos; que todos os momentos que vivemos; com a pessoa que amamos, é inexplicável. E que o tempo e a distância são relativos, há coisas que nunca se esquecem. Obrigada por me teres mostrado que é realmente possível ter tudo isso, T.
- Outro dos pontos positivos, foi ter chegado á conclusão que por muitos obstáculos que passemos nas nossas vidas, a N. e a C., continuarão a fazer parte da lista de melhores amigas. Daquele tipo de amigas que já não conseguimos encontrar. Aquelas em quem confiamos de olhos fechados. Obrigada meninas.
- Sinto que cresci mais neste ano, do que nos últimos 18 (nem falo a nível físico porque duvido que haja mais alguma coisa para crescer lol). Mesmo que para os outros, certas atitudes, tenham sido absolutamente normais, tenho noção de que á algum tempo atrás, não era capaz de fazer muitas das coisas que fiz este ano. Arrisquei mais. Deixei o lado tímido e reservado de lado, uma vez por outra. Infelizmente, dei demasiada atenção aos que os outros disseram (ponto a alterar). Posso finalmente, afirmar que sei o que é amar.
- Fiz piqueniques. Dei valor a certas músicas. Outras perderam-no. Escrevi textos. Fiz vídeos. Enviei alguns dos meus textos a uma editora (e fui muito crente, quando esperei obter algum tipo de resposta, que só por acaso, nunca chegou). A Luna, é a cadela mais anti-social que conheço. Passei por um periodo de abstinência á batata frita e ás salsichas (pvt jk). Os suzuki swift cinzentos, fazem-me sorrir. Os rolos de papel higiénico também (pvt jk).
- Faço parte de um fórum LGBT madeirense, onde já conheci pessoas fantásticas, que me têm ajudado imenso. Obrigada pelos conselhos, pelas gargalhadas, pelos cafés, pelos convívios, pelo jantar (lol).
- Sei que não foi fácil estar na vossa posição e apoiar os dois lados. (Obrigada pelos conselhos J. e V.)
- Dei passeios sem destino; ri-me das figuras que as pessoas fazem a tirar fotografias debaixo da árvore de Natal 'metálica' que se encontra no caís; olhei para muitas das luzes que enfeitam o Funchal e dei-lhes diferentes designações; tentei evitar o café, mas chego á conclusão que ando a beber cada vez mais; passei de evitar certas conversas a falá-las com a maior das normalidades. Por isto e por muitas conversas/brincadeiras, conselhos, paciência e pachorra. (obrigada V.)
- Levei uma (aproveitando a expressão) "Chapada sem mão", de uma pessoa por quem era capaz de fazer tudo. Traduzindo, perdi uma amizade de anos, por falta de maturidade. Aproveitando outra expressão "Só damos valor quando perdemos". Parece que há pessoas que só assim é que conseguem acordar para a vida e aprender com os erros. Que o próximo ano, traga uma quantidade suficiente de maturidade a muita gente.
- Infelizmente, os tais 9 meses, foram apenas 9 meses. Como tudo, as coisas começam e acabam, sejam em que circunstâncias forem. Aconteça o que acontecer, passem as pessoas que passarem pelas nossas vidas, sei em antemão que o seu cantinho em mim, ficará sempre marcado. Começo a me aperceber com o passar do tempo, que a pouco e pouco, sou capaz de olhar para trás e "não chorar porque terminou mas a sorrir porque aconteceu". Porque apesar de inicialmente, sentir um misto de mágoa, raiva, ódio, tristeza, e ter derramado muitas lágrimas, o tempo começa a mostrar que precisamos de cicatrizes para nos ensinarem a sobreviver. Sei que voltaria a fazer tudo outra vez porque apesar de tudo, foi a melhor coisa que me aconteceu.
- Infelizmente, Portugal continua sem aceitar os casamentos as uniões civis entre homossexuais.
- A nível de economia, estamos cada vez piores. A crise parece que veio para ficar.


Que 2009, seja um ano de concretizações para todos vós.

*

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal

O ImperfectLady em parceria com o InspiraçõesdaL, deseja-vos o melhor dos Natais, com os que vos são mais queridos. Que o barbinhas seja generoso convosco :)



terça-feira, dezembro 16, 2008

[25]

Bem, parece que já não posto aqui á quase um mês e como as queixas já eram algumas; deixo-vos um vídeo de uma banda que adoro: Nightwish (na versão decente aka com a voz da Tarja).


The Phantom of the Opera


domingo, novembro 23, 2008

[24]

Ouvi esta música pela primeira vez, andava a menina Shane (The L Word), a conduzir um carro, com excesso de álcool e de drogas no organismo (temporada 5 se não estou em erro).
Encontrei o vídeo oficial da música, um dia destes e não resisti a colocá-lo aqui. Apesar de estranho, espero que gostem =P


sábado, novembro 15, 2008

[23]



Ela já diz tudo ...

segunda-feira, novembro 03, 2008

[22]



Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós. E que um dia o tempo pareça perdido e tudo se desfaça, num gesto só...
Eu vou guardar cada lugar teu, ancorado em cada lugar meu. E hoje apenas isso me faz acreditar, que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar...