sábado, maio 24, 2008
Portugal na Final da Eurovisão da Canção 2
Em 25 países a nossa classificação não foi negativa, continuo orgulhosa de termos sido tão bem representados =)
Parabéns Portugal!
Portugal na Final da Eurovisão da Canção!
E é hoje! Apartir das 20 horas, transmitida pela RTP1, podemos ter acesso á final da Eurovisão da Canção. (Muito bem) representados por Vânia Fernandes e um coro igualmente conhecido do público da Operação Triunfo: Jonas, Jéssica, Luís, Joana e Evelyne; com a música "Senhora do Mar", os nossos representantes esperam deixar Portugal numa boa posição.
Comecei a ter mais interesse nestas coisas, apartir de 2005 (em que para variar, as minhas canções preferidas ficaram em lugares um pouco distantes no topo). Pelo que andei a ler, já faz uns aninhos que não eramos apurados para a Final (a última vez, tinha sido em 2003 pela voz de outra grande senhora, Rita Guerra, que pelo que parece, ficou em 22º [em 26 países] com 13 pontos).
Independentemente do resultado (é o primeiro ano em que gosto da música Portuguesa escolhida), sinto-me orgulhosa pela nossa prestação (e por ser uma Madeirense a nos levar lá, então :P).
Dizem que o número 13 é de azar, mas já tive várias provas que muito pelo contrário, é o número da sorte. [Para quem não sabe, Portugal será o 13º país a concorrer hoje á noite].
Gostei também das prestações da Alemanha, Dinamarca, Russia e Suécia (mas já estou á espera que sejam outros os classificados aos primeiros lugares lol).
Quase a 3 horas do começo...
Senhora da Madeira, traga a vitória para Portugal!
ESC Lisbon 2009 (será?)
sábado, maio 17, 2008
Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia
Hoje, 17 de Maio, comemora-se o Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia. O que é a Homofobia? Costumo dizer que a homofobia para os homossexuais é como o racismo para os negros. É um termo usado para designar ódio/aversão aos individuos homossexuais.
É o acto de não respeitar os outros pelo simples facto de se sentirem física e emocionalmente atraídos por alguém do mesmo sexo. Dos homens homossexuais serem todos rotulados de 'bichas' e de serem obrigatoriamente excêntricos e extremamente femininos. Das mulheres homossexuais, serem vistas pela sociedade como "mulheres que se vestem e agem como homens e que têm o cabelo curto". A nossa sociedade segue os estereótipos, é verdade, mas quantos homens e mulheres homossexuais existem por ai, que por não seguirem as ideias estipuladas, ninguém faz a mínima ideia? Um homem que jogue futebol, que vá ao ginásio, que beba cerveja, que se sente de pernas abertas e que arrote; segundo a sociedade é heterossexual, mas quantos homossexuais fazem isso sem serem rotulados como tal? Uma mulher que vá á manicura, que tenha cabelo comprido, que use roupa feminina, que se maquilhe; a sociedade rotula como heterossexual, mas quantas mulheres homossexuais, fazem isso? O problema da sociedade é ir atrás de ideias preconcebidas.
Quantos homens heterossexuais, quando pensam em gays (sejam mulheres ou homens), pensam logo na parte sexual? Pensam em mulheres, é tudo muito bonito e excitante (se bem que, pequeno pormenor, se são lésbicas, precisam deles para quê? Adiante..) mas quando pensam em homens, é algo muito nojento e inaceitável. Ser gay não é só ter relações sexuais com alguém do mesmo sexo. Ser gay é lutar pelos direitos que os heterossexuais têm e desperdiçam sem dar valor. Ora vejamos, Portugal queixa-se de que os jovens estão a sair daqui para ir estudar para outros países e que em muitos dos casos, já não voltam e porque será que isso acontece? Será porque em alguns desses casos, os jovens são homossexuais e por saberem que aqui não têm qualquer futuro, ficam mesmo pela nossa vizinha Espanha e com um ordenado mínimo (muito superior ao nosso) , vivem com a/o companheira/o, casam e se quiserem adoptam ou vão a uma clínica e através de um processo de fertilização, conseguem ter filhos sem serem julgadas/os?
É por essas e por outras, que tenho vergonha em dizer que sou portuguesa.
Em entrevistas, em conversas, em qualquer sítio que a palavra homossexual apareça, as pessoas fazem logo 'cara feia', porquê? Porque ser homossexual actualmente, ainda é ser estranho, inaceitável.
Ser homossexual é amar alguém do mesmo sexo, sem fazer mal a ninguém, é estar no seu canto querer ser feliz.
Ser homofóbico é julgar os outros e ser feliz com a infelicidade dos outros.
Agora digam lá, sinceramente, onde é que está a doença? No homossexual ou no homofóbico? ;)
terça-feira, abril 22, 2008
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Sento-me na cama. Ouço uma música ao acaso. Lágrimas caem em cascata. Porquê? Porque é que uma filha única, com comida e abrigo, educação, pais e amigos, havia de chorar?
Talvez porque a menina é apenas uma jovem de 18 anos, lésbica, cheia de medos e dúvidas.
Atenção, o facto de focar o facto de ser lésbica, não é para andar constantemente em ‘coming out’, mas para mostrar á nossa sociedade, que ser lésbica é muito mais do que ir para a cama com mulheres.
Ser gay, é ser apontado na rua, discriminado, posto de parte; é perder supostos amigos por não aceitarem as nossas diferenças; é lutar contra si mesmo, por desejar algo que a sociedade não aprova; é sentir-se sozinho, abandonado, incompreendido; é isolar-se de tudo e de todos, por ninguém se preocupar com um grupo de pessoas ‘anormais’; é ser considerado uma doença, contagiosa; é ser negado o direito ao casamento, algo que imensos heterossexuais não dão valor; é ser dificultado/negado, o processo de adopção, porque as crianças iriam ser gay também (aparte: todos os gays que conheço, vêem de famílias heterossexuais, explicam isso como?); é olhar para todo o lado e ver casais considerados ‘normais’, a abraçarem-se, beijarem-se, andarem de mãos dadas, e ter de esconder o que se sente, porque a sociedade acha errado e não está preparada para tal; é sermos agredidos, mortos, por AMAR! Desde quando é que amar passou a ser um crime punível com a própria vida?
Isto tudo para dizer que ser gay, é amar outro ser humano. Homem, mulher, que diferença faz?
Quando deitam a cabeça na almofada, pensam se o vizinho está a dormir com uma mulher, com um homem? Preocupam-se com a vida dele? Não? Então porque se preocuparem com as nossas? Somos seres humanos, que só queremos ser respeitados e aceites pura e simplesmente por sermos como somos.
Vejamos as coisas de outra perspectiva: imaginem a situação invertida, um mundo gay, onde ser heterossexual era pecado, era errado, a imagem correcta eram duas mulheres, dois homens; uma mulher e um homem juntos, eram vistos como uma autêntica aberração. Não podiam expressar o que sentiam, porque a sociedade achava errado. Não podiam casar (pelo menos não no vosso país, e se quisessem ir casar a outro, quando voltassem o casamento não era reconhecido aqui, logo era a mesma coisa que continuassem solteiros), porque a sociedade achava errado. As mulheres, todas elas eram inférteis e era necessário recorrer á adopção. Mas esperem .. isso também era-vos negado, porque a sociedade não achava correcto! Gostam de ver as coisas dessa maneira? Pois, acredito que não. Então não nos façam o mesmo. Só queremos ser felizes e ter os mesmos direitos que vocês. Amar e sermos amados, isso não deveria ser mais do que suficiente?
Pois devia, mas parece que não é…
sábado, abril 19, 2008
[6]
Hmm, se eu pedisse ao homenzinho para vir aqui dizer isso a um conjunto de pessoas que conheço, será que as atitudes delas mudavam também?
Fica a dúvida..
segunda-feira, abril 07, 2008
Primeira entrevista a Thomas, "o homem grávido"
P.s. A terceira parte, é uma das minhas favoritas =$
sábado, março 29, 2008
Transgénero masculino, a meses de dar á luz
"Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores.
Logo que conseguiram ter uma situação económica desafogada, o casal tomou a decisão de Beatie ficar com a gestação do bebé de ambos.
"Tinham passado oito anos desde a minha última menstruação mas o meu corpo já se regulava por si mesmo e não tinha que tomar estrógenos nem progesterona, nem sequer medicamentos para favorecer a fertilidade com o fim de ajudar-me na gravidez", assegurou Beatie.
O plano deste casal deparou-se então com a oposição da comunidade médica, vizinhos e familiares.
"Os médicos discriminavam-nos pelas suas crenças religiosas, alguns negavam-se a chamar-me pelo meu nome masculino e a reconhecer Nancy como minhas mulher. Os recepcionistas riam-se de nós e os amigos negaram-nos apoio. Grande parte da família de Nancy não sabia que eu era transsexual", explicou Beatie.
O primeiro médico endocrinologista que os atendeu rejeitou o caso porque a sua equipa se sentia incomodada para tratar "alguém como ele", indicou o futuro padre.
Depois de um ano em que correram nove médicos e gastaram vários milhares de dólares, Thomas e Nancy conseguiram aceder a um banco de esperma para fazer o seu bebé.
Todavia, a primeira tentativa não teve êxito e o óvulo fecundado instalou-se fora do útero, levando Beatie à sala de operações onde lhe retiraram uma das suas trompas de falópio.
«Quando o meu irmão soube da perda do feto disse: "Foi bom que acontecesse. Quem sabe que tipo de monstro teria sido?"».
A segunda tentativa teve mais êxito e Beatie está agora grávido e espera dar à luz uma menina por volta de 3 de Julho deste ano.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade."
Qual é a vossa opinião sobre o assunto?